Uma síntese visual sobre a relação médico-paciente, o método clínico centrado na pessoa e as bases de uma entrevista clínica humanizada.
Sintomas, diagnóstico e fisiopatologia. Onde a formação técnica atua.
Emoções, medos, fantasias e expectativas geradas pela doença.
O sentido do sofrimento, os impactos biográficos, a esperança.
O tratamento terapêutico se inicia antes da prescrição médica, alicerçado na relação.
Autenticidade e transparência. Ser verdadeiro na relação.
Consideração positiva incondicional. Sem julgamentos morais.
Entrar no mundo do paciente. Sensibilidade profunda ao outro.
Na entrevista clínica, o que não é dito grita. A postura, o olhar e o tom de voz constroem (ou destroem) a aliança terapêutica muito antes do diagnóstico.
Expressão facial, postura, gestos.
Tom de voz, ritmo, hesitações e suspiros.
O conteúdo estrito das palavras.
Apresente-se com clareza, peça permissão para dialogar. O ambiente e sua postura são os primeiros remédios. Inicie sempre com perguntas abertas.
Escute mais do que anote. Mantenha contato visual. Avalie não apenas a queixa principal, mas o impacto da doença na vida e na família.
Respostas curtas, silêncio, choro. A pressa do médico silencia o paciente. Evite opinar sobre política/religião e não faça julgamentos morais.
Nunca menospreze a despedida. Um encerramento ético fortalece a aliança. Agradeça o tempo concedido e reforce o plano conjunto.