Parasitologia Médica — UERN 2026.1 | Aula 5 — Profª Patrícia
| Parasito | Forma Jovem | Reprod. Assexuada? |
|---|---|---|
| T. solium / T. saginata | Cisticerco | ❌ Não |
| Hymenolepis nana | Cisticercoide | ❌ Não |
| Echinococcus spp. | Cisto hidático | ✅ Sim |
| Doença | Forma | Hospedeiro | Via |
|---|---|---|---|
| Teníase | Adulto (intestinal) | Definitivo | Ingeriu cisticerco na carne |
| Cisticercose | Cisticerco (tecido) | Intermediário | Ingeriu ovo |
• 4 ventosas + 1 rostelo com coroa de acúleos (25-50 ganchos em foice)
• Total: 5 estruturas de fixação
• Aspecto globuloso, 0.6–1 mm de diâmetro
• Todas as estruturas são móveis — fixam simultaneamente
⚠️ Rostelo + acúleos = exclusivo de T. solium
• 4 ventosas apenas — SEM rostelo, SEM acúleos
• Total: 4 estruturas de fixação
• Aspecto quadrangular, 1–2 mm de diâmetro (ligeiramente maior)
📌 Distinguir espécies pelo escólex é difícil na prática — a cabeça está firmemente fixa na mucosa.
| Estágio | Localização | Características |
|---|---|---|
| Jovem | Perto do escólex | Mais largas que altas; início do desenvolvimento reprodutor (protandria) |
| Madura | Região média | Quadradas; aparelhos ♂ e ♀ completos e funcionais |
| Grávida | Região posterior | Útero ramificado repleto de ovos; demais órgãos degenerados |
| Critério | T. solium 🐷 | T. saginata 🐂 |
|---|---|---|
| Ramificações uterinas | 7–13 ramos | 15–30+ ramos |
| Espessura dos ramos | Mais grossos | Mais finos |
| Padrão | Dendrítico (irregular) | Dicotômico (2 em 2) |
| Formato proglote | Quadrangular | Retangular |
| Ovos por proglote | 30.000–80.000 | 100.000–160.000 |
| Critério | T. solium 🐷 | T. saginata 🐂 |
|---|---|---|
| Desprendimento | Agrupado (3-6 anéis) | Individualizado (uma a uma) |
| Musculatura | Menos desenvolvida | Mais desenvolvida |
| Movimentação | Paralisa rapidamente | Mantém movimento prolongado |
| Percepção | Discreta — mistura ao bolo fecal | Percebida: coceira anal, sai independente das fezes |
79-96% dos casos
Forma mais diagnosticada. Principal causa de epilepsia adquirida em áreas endêmicas. Sintoma clássico: CONVULSÕES. Localizações: parênquima, ventrículos, meninges, medula espinhal.
Uveíte, descolamento de retina, risco de cegueira. Tratamento: cirurgia — NÃO matar com droga (inflamação destrói o olho).
Palpitações, sopros, dispneia. Cisticercos nas válvulas cardíacas.
Geralmente assintomático. Calcificações lineares visíveis ao raio-X. Nos animais: localização preferencial (facilita presa-predador).
Nódulos palpáveis indolores. Confundidos com cistos sebáceos. Localização acessível ao exame clínico.
Cisticerco em QUALQUER localização → solicitar neuroimagem do SNC para descartar neurocisticercose!
| Critério | T. solium | T. saginata |
|---|---|---|
| Longevidade | ~3 anos | Até 10 anos (max 25) |
| Complicações obstrutivas | Menores | Maiores (proglotes mais móveis) |
Estado: Cisticerco VIVO, translúcido, membrana íntegra, líquido claro.
Imunologia: Modulação ativa — secreta paramiosina e taenistatina que bloqueiam complemento, linfócitos e macrófagos.
Clínica: ASSINTOMÁTICO — pode durar anos sem qualquer manifestação.
Imagem (RM): Vesícula com líquido semelhante ao LCR, escólex visível como nódulo excêntrico. Sem edema perilesional.
⚠️ PROVA: É nesta fase que a automedicação com albendazol é mais PERIGOSA — mata o cisticerco e desencadeia resposta inflamatória abrupta.
| Método | Indicação |
|---|---|
| RM (Ressonância) | Cisticercos vivos/degeneração — visualiza membranas, escólex, halo inflamatório |
| TC (Tomografia) | Cisticercos calcificados (formas inativas) |
| ELISA / Immunoblot (EITB) | Pesquisa de anticorpos — EITB é o teste de escolha (alta sensibilidade/especificidade) |
| Análise do LCR | Pleocitose com eosinófilos, anticorpos |
| Histopatologia | Biópsia — irregularidades do escólex invaginado |
| Raio-X | Calcificações em músculos/tecidos |
| Droga | Mecanismo | Obs |
|---|---|---|
| Praziquantel | Influxo de Ca²⁺ → paralisia espástica → expulsão | ⚠️ NÃO usar se coinfecção com NCC ativa |
| Niclosamida | Alternativa (SUS) | Dar laxante 1h após (impedir autoinfecção interna) |
| Albendazol | Inibe captação de glicose | Disponível no SUS |
| Cisticercos | Destino (OMS) |
|---|---|
| 1–5 | Congelamento rigoroso → consumo |
| 6–20 | Enlatados (cozida a 120°C/1h) |
| >20 | Descartada / graxaria |
| Método | Condição | Resultado |
|---|---|---|
| Calor | ~100°C por ≥10 min | ✅ Morte |
| Congelamento | -10°C/10 dias ou -15°C/45h | ✅ Morte |
| Sal (salmoura) | ≥21 dias rigorosos | ✅ Morte |
| Carne crua | — | ❌ Sobrevive |
| Carne mal cozida | T interna insuficiente | ⚠️ Pode sobreviver |
| Critério | 🐷 Taenia solium | 🐂 Taenia saginata |
|---|---|---|
| Hosp. Intermediário | Suíno (+ humano acidental, cães, macacos) | Bovino |
| Tamanho adulto | Menor (2–8 m) | Maior (4–12 m, max 25 m) |
| Escólex | 4 ventosas + rostelo com acúleos (globuloso, 0.6–1 mm) | 4 ventosas apenas (quadrangular, 1–2 mm) |
| Proglote grávida | Dendrítica (7-13 ramos, grossos, irregulares) — quadrangular | Dicotômica (15-30+ ramos, finos, regulares) — retangular |
| Ovos / proglote | 30.000–80.000 | 100.000–160.000 |
| Eliminação proglotes | Agrupada (3-6), passiva, discreta | Individual, ativa, percebida pelo paciente |
| Longevidade adulto | ~3 anos | Até 10 anos (max 25) |
| Teníase | ✅ Sim | ✅ Sim |
| Cisticercose humana | ✅ SIM — principal problema | ❌ NÃO (incapaz de se desenvolver em humanos) |
| Neurocisticercose | ✅ SIM — forma mais grave | ❌ NÃO |
| Prevalência | Menor | Maior (distribuição global) |
| Gravidade | ALTA — cisticercose + NCC | Baixa — teníase benigna |