01
Classificação dos protozoários parasitas pela locomoção: flagelados, ciliados, rizópodos (pseudópodes) e intracelulares obrigatórios (Apicomplexa).
02
Protozoário = protista heterotrófico. Ser heterotrófico ≠ ser parasita; a maioria é de vida livre.
03
Amastigota = intracelular, esférica, ~3-5 μm, sem flagelo visível. Forma de multiplicação no vertebrado. Na lâmina: "pontinhos" (núcleo grande + cinetoplasto pequeno em bastonete).
04
Tripomastigota sanguínea = extracelular, ~20 μm, flagelo anterior, cinetoplasto POSTERIOR (pontinha), membrana ondulante. NÃO se multiplica — forma de disseminação.
05
Epimastigota = multiplicação no vetor e em cultura. Cinetoplasto mediano/anterior. Não infectante* (*formas transicionais em cultura podem infectar — risco laboratorial).
06
Tripomastigota metacíclica = forma infectante, presente nas fezes do barbeiro. Metaciclogênese no reto (pH ácido + estresse metabólico).
07
A única forma não infectante é a epimastigota. Cuidado laboratorial: meios de cultura podem conter formas infectantes (epimastigotas transicionais).
08
Transmissão NÃO é pela picada — é pelas FEZES do barbeiro. Picada cria solução de continuidade. T. rangeli = picada/saliva (via anterior). Essa distinção é questão clássica.
09
T. rangeli: semelhante (mas maior, cinetoplasto menor), não patogênico, causa reação cruzada → justifica 2 técnicas sorológicas para diagnóstico.
10
Transmissão oral = mais frequente hoje no Brasil. Açaí (PA, 80% dos casos), caldo de cana, bacaba, buriti. Surto RN: Marcelino Vieira — 18 casos agudos (cana).
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T. infestans: transmissão vetorial interrompida no Brasil (2006, OPAS). Não erradicado — focos residuais (BA, RS). Medida: casas de taipa + inseticidas.
12
Fase aguda: alta parasitemia, ~1% sintomático. Diagnóstico: parasitológico direto (exame a fresco, gota espessa). Tratamento: Benznidazol → 80-100% cura.
13
Sinal de Romaña = edema bipalpebral unilateral + linfadenopatia satélite (complexo oftalmo-linfonodal). Patognomônico de porta de entrada ocular na fase aguda.
14
Fase crônica: parasitemia mínima → diagnóstico por sorologia (2 técnicas). Lesão desproporcional (desregulação imune). Reação cruzada com Leishmania spp.
15
Forma indeterminada: sorologia + ZERO sintomas + ECG normal. Se qualquer sinal → não é mais indeterminada. Risco de morte súbita mesmo nesta fase.
16
Desregulação imune: TH1↓ (parasito sobrevive), TH2↑ (fibrose prematura), Treg escassa → TH17 pró-inflamatória. Patogenia mista: persistência parasitária + autoimunidade + desregulação.
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Forma cardíaca (mais frequente): 4 mecanismos — destruição imune, fibrose, microtrombos, desnervação parassimpática. Cardiomegalia + arritmias + ICC + aneurisma apical.
18
Forma digestiva: megaesôfago (4 estágios de Rezende, disfagia → aspiração) e megacólon (fecaloma → vólvulo → perfuração). Esôfago e cólon: acúmulo sólido + acalasia esfincteriana.
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Benznidazol = pró-fármaco ativado por nitrorredutase (exclusiva do parasito). Gera espécies reativas → lesiona DNA/RNA/lipídios. Células humanas não possuem a enzima.
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Carlos Chagas: descreveu parasito + vetor + ciclo + doença (feito inédito). Nobel sabotado pelo governo. Berenice (1ª paciente): fase aguda → crônica indeterminada → 75 anos. Parasito vivo em 1962.
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Saber desenhar os gráficos: Fase aguda (parasitemia ↑ → imune ↑ → parasitemia ↓). Fase crônica (parasito mínimo → inflamação desregulada e desproporcional).