| Subgênero | Desenvolvimento no vetor |
|---|---|
| Leishmania (Leishmania) | Intestino anterior |
| Leishmania (Viannia) | Intestino posterior → migração anterior |
| Espécie-chave | Importância |
|---|---|
| L. infantum | Visceral (calazar). Sinônimo: L. chagasi. |
| L. braziliensis | Maior distribuição. Formas disseminada e mucosa. |
| L. amazonensis | Cutânea difusa (anérgica). |
| Forma flagelada | Posição do cinetoplasto |
|---|---|
| Tripomastigota | Posterior |
| Epimastigota | Próximo ao núcleo |
| Promastigota | Bem anterior |
| Procíclica | Metacíclica |
|---|---|
| Corpo maior, flagelo curto | Corpo menor, flagelo maior |
| Não infectante | Altamente infectante |
| LPG fino | LPG espessado (resiste ao complemento) |
| Gênero | Distribuição |
|---|---|
| Lutzomyia | Novo Mundo (Américas) |
| Phlebotomus | Velho Mundo |
| Tipo | Aparelho bucal | Mecanismo |
|---|---|---|
| Telmófago (flebotomíneo) | Curto | Rompe capilares → forma poça → alimenta-se |
| Solenófago (Aedes) | Longo | Insere direto no vaso sanguíneo |
Lutzomyia longipalpis
O macrófago é simultaneamente:
O desfecho depende de como o macrófago é orientado pelos linfócitos T.
| Parâmetro | TH1 | TH2 |
|---|---|---|
| Perfil | Pró-inflamatório (helper) | Anti-inflamatório |
| Citocina | IFN-γ | IL-4, IL-10 |
| Macrófago | Mata (NO, ROS) | Limpa/remodela |
| Parasito | Destruição | Sobrevivência |
| Efeito colateral | Dano tecidual | Proliferação parasitária |
| Estratégia | Mecanismo |
|---|---|
| 1. Bloqueio de microbicidas | Inibe produção de NO e ROS (LPG + GP63) |
| 2. Invisibilidade antigênica | Bloqueia MHC-II e coestimulatórias → sem mensagem ao linfócito T |
| 3. Bloqueio da apoptose | Ativa Bcl-2, inibe Bad/Bax → macrófago continua vivo como fábrica |
| Parâmetro | Cutânea Localizada | Disseminada | Mucosa | Cutânea Difusa |
|---|---|---|---|---|
| Espécie | Todas | L. braziliensis | L. braziliensis | L. amazonensis |
| Lesão | Úlcera clássica (1–poucas) | Múltiplas polimórficas (>10) | Destruição nasal/oral/faríngea | Nódulos/placas proliferativas |
| Resposta Imune | Intermediária (equilíbrio) | TH2 relativa (parcial) | TH1 exagerada | Anérgica (sem TH1) |
| Parasitos | Abundantes (lesão recente) | Moderados | Escassos | Muito abundantes |
| Gravidade | + | ++ | +++ | ++++ (refratária) |
| Método | Técnica |
|---|---|
| Imprint (carimbo) | Borda da úlcera → pressiona na lâmina → Giemsa |
| Histopatológico | Biópsia da borda → corte em parafina → corado |
| Aspirado | Soro fisiológico na borda → aspiração |
| Cultura | Meio NNN/Schneider → crescimento de promastigotas |
Inferência clínica: Mucosa → L. braziliensis. Difusa → L. amazonensis. Visceral → L. infantum.
| Via | Medicamento | Obs |
|---|---|---|
| Intralesional | Antimonial pentavalente (Glucantime) | Lesão única; doloroso |
| IM/IV sistêmico | Antimonial pentavalente | Cutânea: 20 dias. Mucosa: 30 dias |
| Oral | Miltefosina | Resultados inconclusivos p/ L. braziliensis |
| Alternativa | Anfotericina B lipossomal | Quando antimonial é contraindicado |
Duplo mecanismo:
Em imunossuprimidos (HIV), espécies tegumentares (L. amazonensis, L. braziliensis) podem visceralizar → calazar-símile.
Neutrófilos (NETose, explosão respiratória), monócitos e células dendríticas também participam. O neutrófilo é o "cavalo de Troia".
A resistência vem do espessamento do LPG (impedimento estérico ao C5b-C9), não do tamanho.
O parasito mata macrófagos na derme. A úlcera resulta de isquemia epitelial (compressão capilar por edema) + dano por CD8+/NK e TNF-α.
Há infiltrado inflamatório intenso, porém monomórfico (só macrófagos parasitados). O que falta são linfócitos para granuloma efetivo.
Cutânea: 20 dias. Mucosa: 30 dias. Miltefosina surgiu como antileishmania em ~2000. Os antimoniais (1912) são os antigos.
São a mesma espécie. L. infantum (= L. chagasi) foi trazida às Américas durante a colonização europeia, provavelmente por cães infectados.
Entomologicamente incorreto. Mosquitos = Culicidae. Flebotomíneos = Psychodidae (Phlebotominae). O termo popular é "mosquito-palha".
♂, 34a, trabalhador rural, desmatamento no Pará. Úlcera única em antebraço há 3 meses, indolor, bordas elevadas, fundo granuloso, sem resposta a ATB.
Perfuração septal e destruição palatina. Úlcera cutânea em MMII há ~14 anos, cicatrizou sem tratamento.
♂, 9a, Maranhão. Desde 5 anos: nódulos e placas em membros, tronco, face. Sem ulceração. 2 ciclos de antimonial sem resposta. Montenegro negativo.
♂, 48a, etilista crônico, lavrador na Bahia. Ferida no braço D há 5 meses. Últimas 8 semanas: >20 lesões polimórficas (pápulas, nódulos, úlceras) em braços, pernas, tronco e face.
Imprint da borda: estruturas arredondadas intracelulares com duas formações internas (maior e menor, coradas em roxo) dentro de células grandes.
Inseto pequeno (~1/3 do Aedes), amarelado, corpo com cerdas, asas eretas em "V" no repouso. Importância epidemiológica e mecanismo de transmissão?
Questão discursiva: Por que a infecção natural (pelo vetor) é mais eficiente que a experimental? Detalhe evasão desde a inoculação até o estabelecimento.