Anatomia Topográfica · 2026.1
Prancha nº 07
Atlas de Dissecção — Aula 07

Membro Superior
fáscias, músculos,
vasos & nervos

Compêndio topográfico do ombro à mão — com aplicações clínicas essenciais: manguito rotador, túnel do carpo, aferição da pressão arterial, plexo braquial e padrões de lesão nervosa.

Revisado em17 abr 2026
DisciplinaAnatomia Topográfica
Tópicos16 pranchas · 20 pontos
Cenários de prova08 DIJC · ⊛ mnemônicos
Exemplarnº 1MS
Prancha iFáscias & compartimentos
Fáscias do membro superior

O membro superior é revestido por múltiplas fáscias — camadas de tecido conjuntivo que organizam os músculos em compartimentos.

Camadas — do superficial ao profundo

1
Tela subcutânea — tecido adiposo (gordura)
2
Fáscia muscular — envolve e separa músculos em compartimentos

Fáscia peitoral

Fáscia clavipeitoral

Membrana costocoracóidea

Localizada entre o subclávio (superior) e o peitoral menor (inferior). Membrana fenestrada — por dentro passa o nervo peitoral lateral, que inerva o peitoral maior.

Ligamento suspensor da axila

Espessamento da fáscia clavipeitoral. Traciona pele e tecidos para cima, mantendo a concavidade axilar.

Imaginem um espaço todo negro — o ligamento suspensor é o que sustenta a concavidade característica da axila.

Outras fáscias

DeltóideaRecobre deltóide; continua com fáscias supraespinal e infraespinal
Do braçoEspessa — "manga de camisa" aderida aos músculos
Do antebraçoContinuação da fáscia do braço
Septos i.m.Medial e lateral dividem o braço em compartimentos anterior e posterior
Memb. interósseaEstrutura fibrosa entre rádio e ulna; permite passagem de vasos e nervos

Retináculos

I.
Retináculo dos extensores
Dorso do punho

Mantém os tendões extensores no lugar.

II.
Retináculo dos flexores · lig. carpal transverso
Face palmar do punho

Forma o teto do túnel do carpo. Ambos os retináculos são espessamentos da fáscia do antebraço.

★ Prova

O retináculo dos flexores = ligamento carpal transverso. Enorme relevância clínica na síndrome do túnel do carpo.

⊛ Mnemônico

"Pele → Gordura → Fáscia" — ordem das camadas do superficial ao profundo.

"Pegue Gentilmente a Fibra" (epiderme → tela subcutânea → fáscia muscular → músculo)

Fáscias "com nome próprio" para decorar: peitoral · clavipeitoral · deltóidea · axilar · do braço · do antebraço — todas contínuas entre si, formando um único envelope fascial do ombro à mão.

⊛ Mnemônico

"Retináculo = pulseira" — analogia visual fácil.

Imagine duas pulseiras no punho: uma dorsal (retináculo dos extensores) e uma palmar (retináculo dos flexores = ligamento carpal transverso). Elas seguram os tendões no lugar para que não "saltem" durante o movimento — como uma tipoia tendínea.

Prancha iiMúsculos do tronco → apêndices
Músculos toracoapendiculares

Articulam cabeça, pescoço, tórax e membros superiores.

Anteriores — inervação

1
Peitoral maior
n. peitoral lat. + med.
2
Peitoral menor
n. peitoral medial
3
Subclávio
n. do subclávio
4
Serrátil anterior · grande dentado
n. torácico longo
Complemento

O serrátil anterior também é chamado de grande dentado, em referência às digitações com que se fixa na parede torácica anterior. É auxiliar na inspiração.

★ Prova

O nervo torácico longo inerva o serrátil anterior. Sua lesão causa escápula alada.

⊛ Mnemônico

"2 Peitorais · 1 Sub · 1 Serra" — os 4 toracoapendiculares anteriores.

PMPeitoral maior · n. peitoral lat. + med. (os dois) pmpeitoral menor · n. peitoral medial (o "menor" só pega o "medial") SSubclávio · n. do subclávio (nome = nome) SASerrátil anterior · n. torácico longo → ⚠ escápula alada

Regra do tamanho: o maior recebe 2 nervos; o menor, só 1. Coerência didática.

Posteriores — superficiais e profundos

Trapézio, latíssimo do dorso, romboides, levantador da escápula — estabilizam coluna, postura, rotação, flexão e extensão.

Correção

A classificação oficial da disciplina agrupa trapézio, latíssimo, romboides e levantador da escápula como músculos extrínsecos superficiais do dorso — não apenas como "mais profundos".

Complemento

Inervação adicional: romboides e levantador da escápula → nervo dorsal da escápula.

Vascularização:

  • Trapézio → artéria cervical transversa
  • Latíssimo do dorso → artéria toracodorsal
  • Romboides + levantador da escápula → artéria dorsal da escápula
Prancha iiiCíngulo do membro superior
Ombro & manguito rotador

Músculos do cíngulo

1
Deltóide · lat. ombro
n. axilar
2
Redondo maior · post.-inf.
n. subescap. inf.
3
Supraespinal · fossa supraesp.
n. supraescapular
4
Infraespinal · fossa infraesp.
n. supraescapular
5
Subescapular · face ant. escápula
n. subescap. sup.
6
Redondo menor · post.
n. axilar

Manguito rotador — rotator cuff

Quatro músculos
  1. Supraespinal
  2. Infraespinal
  3. Subescapular
  4. Redondo menor

Função: estabilizar a cabeça do úmero na cavidade glenoide durante abdução, adução e rotação.

A glenoide tem um encaixe, e dentro dele gira a cabeça do úmero. Quem ajuda nesse movimento? Os músculos ao redor — principalmente o manguito rotador.
⊛ Mnemônico

SIRS — os quatro do manguito rotador.

"Sempre Inflamo quando Remo Sem cuidado"
SSupraespinal IInfraespinal RRedondo menor SSubescapular

Bônus: os três "S" são os mais ligados à dor crônica do ombro do crossfiteiro.

Aplicação clínica — lesões do manguito

Fatores de risco
Diagnóstico
Tratamento cirúrgico
Prancha ivMúsculos do braço
Braço — ant. & post.
A.
Compartimento anterior
Flexor · n. musculocutâneo
1
Bíceps braquial · cab. longa + curta
n. musculocutâneo
2
Braquial
n. musculocut. (+ radial)
3
Coracobraquial
n. musculocutâneo
B.
Compartimento posterior
Extensor · n. radial
1
Tríceps braquial · cab. longa, lat. & med.
n. radial
★ Prova · pegadinha

No bíceps braquial, a cabeça curta aparenta ser maior nas peças anatômicas, mas realmente é menor — a cabeça longa tem inserção mais superior (tubérculo supraglenoidal), mas seu comprimento total não aparece diretamente.

⊛ Mnemônico

BBC — os três do compartimento anterior do braço (todos pelo musculocutâneo).

"Bíceps, Braquial, Coracobraquial — o trio do musculocutâneo"

Dica visual: o nervo musculocutâneo perfura o coracobraquial ao entrar no compartimento — é o "crachá" de identificação do nervo na peça.

⊛ Mnemônico

Regra dos "M" — os 5 nervos terminais do plexo braquial que acompanham o membro.

"Matar Assassinos Requer Muita União"
MMusculocutâneo — flexores do braço AAxilar — deltóide, redondo menor RRadial — todos os extensores MMediano — maioria dos flexores UUlnar — 1,5 flexor + intrínsecos

Memória visual: se você desenhar esses 5 nervos na peça, eles formam uma letra M estilizada sobre a axila — daí o apelido "M do plexo".

O curto parece mais longo que o longo. O curto realmente é curto, mas parece maior — atentem para isso na hora da prova.
Prancha vMúsculos do antebraço
Antebraço — flexores & extensores

Função principal: pronação & supinação (rotação do rádio sobre a ulna) + flexão & extensão de punho e dedos.

A₁.
Compartimento anterior · superficial
De lateral p/ medial · n. mediano (exceto ⁵)
1
Pronador redondo
n. mediano
2
Flexor radial do carpo
n. mediano
3
Palmar longo
n. mediano
4
Flexor superficial dos dedos
n. mediano
5
Flexor ulnar do carpo
n. ulnar
A₂.
Anterior · intermediária
Visível ao rebater a superficial
1
Flexor superficial dos dedos
n. mediano
A₃.
Anterior · profunda
n. interósseo anterior (ramo do mediano)
1
Flexor profundo dos dedos
n. ulnar (med.) + interós. ant. (lat.)
2
Flexor longo do polegar
n. interósseo anterior
3
Pronador quadrado
n. interósseo anterior
Complemento

O nervo ulnar também inerva a porção medial do flexor profundo dos dedos — não apenas o flexor ulnar do carpo.

⊛ Mnemônico

"Passei, Fiz, Prova, Flutuando, Feliz" — os 5 músculos do compartimento anterior superficial, na ordem lateral → medial.

Todos pelo mediano, exceto o último (ulnar).
PPronador redondo · mediano FFlexor radial do carpo · mediano PPalmar longo · mediano FFlexor superficial dos dedos · mediano FFlexor ulnar do carpo · ulnar ⚠

Regra de desempate: se cair "qual não é do mediano?" → o mais medial (ulnar do carpo), pelo nome: ulnar do carpo é do nervo ulnar.

⊛ Mnemônico

FFP — os 3 profundos do compartimento anterior (todos pelo interósseo anterior, ramo do mediano).

"Flexor profundo · Flexor longo do polegar · Pronador quadrado"

Pegadinha: o flexor profundo dos dedos tem inervação dupla — metade lateral (dedos 2 e 3) pelo interósseo anterior, metade medial (dedos 4 e 5) pelo ulnar.

B₁.
Posterior · superficial
Todos pelo n. radial ou ramo profundo
1
Braquiorradial
n. radial
2
Extensor radial longo do carpo
n. radial
3
Extensor radial curto do carpo
ramo prof. radial
4
Extensor dos dedos
n. interósseo post.
5
Extensor do dedo mínimo
ramo prof. radial
6
Extensor ulnar do carpo
ramo prof. radial
B₂.
Posterior · profunda
n. interósseo posterior / ramo profundo do radial
1
Abdutor longo do polegar
n. interós. post.
2
Extensor curto do polegar
n. interós. post.
3
Extensor longo do polegar
n. interós. post.
4
Supinador
ramo prof. radial
5
Extensor do indicador
n. interós. post.
★ Prova · regra de ouro

Falou de extensão do antebraço → pense em nervo radial. Flexores do antebraço → maioria pelo nervo mediano, exceto flexor ulnar do carpo (ulnar).

Abdutor do polegar, extensor curto do polegar, extensor longo do polegar — estão bem unidos na peça, passando de um lado pro outro. Realmente é visualização: chegar na peça e ficar olhando.
Prancha viAplicação clínica
Síndrome do túnel do carpo
Anatomia

O retináculo dos flexores (ligamento carpal transverso) forma o teto do túnel do carpo. Por dentro passam o nervo mediano e os tendões flexores.

Fisiopatologia

Compressão do conteúdo do túnel pelo retináculo → compressão do nervo mediano.

Sintomas
Vai sentir um incômodo e o que a gente chama de formigamento — para a gente é parestesia, porque por dentro passa o nervo mediano.
Tratamento
InicialConservador — fisioterapia, mobilização, liberação miofascial
AvançadoCirurgia de descompressão — liberação parcial do retináculo dos flexores
Conduta cirúrgica

A cirurgia libera parcialmente o retináculo para diminuir a pressão sobre o mediano — geralmente não é retirado por completo. Simples, recuperação rápida, mas exige acompanhamento criterioso. Muito comum no ambulatório.

Se eu liberar um pouco essa faixa, o que está dentro diminui a pressão. Consequentemente, diminuo ou até zero a sintomatologia.

Testes clínicos

Teste de Phalen
Técnica: punhos em flexão máxima por 30–60 s.
Positivo: parestesia no território do mediano em ~25–30 s.
Não informar o paciente sobre o que esperar — ele deve relatar espontaneamente.
Teste de Tinel
Técnica: percussão direta sobre o retináculo dos flexores (face palmar do punho).
Positivo: choque elétrico irradiado para os dedos.
Eu não falo nada. Ela tem que relatar qualquer coisa. Tem que deixar o mais neutro possível.
⊛ Mnemônico

"9+1 no túnel" — o conteúdo do túnel do carpo.

4Tendões do flexor superficial dos dedos 4Tendões do flexor profundo dos dedos 1Tendão do flexor longo do polegar +1Nervo mediano — o único nervo, comprimido na síndrome

Fora do túnel (passa por cima do retináculo, não por dentro): palmar longo, nervo ulnar (canal de Guyon) e artéria ulnar. ★ pega

⊛ Mnemônico

PT — os dois testes: Phalen e Tinel.

"Phalen Prende (flexão sustentada) · Tinel Toca (percussão)"

Também serve como ordem de execução no exame: primeiro Phalen (mais sensível, esperar 30–60 s) → depois Tinel (complementar).

Prancha viiAnálogo ulnar
Canal de Guyon
Localização & conteúdo
  • Região medial do punho
  • Formado pelos ossos hamato e pisiforme
  • Passa o nervo ulnar
  • Pode ser sítio de compressão nervosa — análogo ulnar da síndrome do túnel do carpo
Prancha viiiVascularização arterial
Irrigação arterial — do coração à mão

Trajeto geral

Origem
VE → arco da aorta
Tronco
Tronco braquiocefálico
Subclávia
Artéria subclávia — a. vertebral é ramo (não continuação)
Axila
Artéria axilar — da 1ª costela ao redondo maior
Braço
Artéria braquial
Antebraço
Bifurca em radial + ulnar
Mão
Arcos palmares → digitais palmares comuns → próprias

Artéria axilar — três porções

Sup.Primeira costela — onde a subclávia vira axilar
Inf.Borda inf. do redondo maior — onde vira braquial

Divididas pelo peitoral menor:

1ª
Porção I
Da 1ª costela à borda sup. do peit. menor

Ramo: torácica superior (a. mamária)

2ª
Porção II
Posterior ao peitoral menor

Ramos: toracoacromial + torácica lateral

3ª
Porção III
Da borda inf. do peit. menor até redondo maior

Ramos: subescapular + circunflexa ant. + circunflexa post. do úmero

⊛ Mnemônico

Regra 1–2–3 — número de ramos de cada porção da artéria axilar coincide com o número da porção.

1ª1 ramo — torácica superior (mamária) 2ª2 ramos — toracoacromial + torácica lateral 3ª3 ramos — subescapular + circunflexa ant. + circunflexa post. do úmero

Total = 1+2+3 = 6 ramos. Para a 3ª porção, guarde: "Sub · Ant · Post" — as três mais cobradas em trauma (emergência vascular nas fraturas do úmero).

★ Prova · emergência

As circunflexas anterior e posterior do úmero literalmente abraçam o úmero. Fraturas da cabeça ou corpo podem lesá-las — complicação vascular grave.

Há uma grande incidência, principalmente na emergência, de fraturas de cabeça e corpo de úmero. Quando fratura, pode lesar essas artérias ao redor. É um grande problema.
Pulmão & mama

A a. torácica superior / mamária irriga ~85% da mama feminina e está muito próxima da circulação pulmonar — um dos principais sítios de metástase do câncer de pulmão.

Artéria braquial

As artérias digitais são tão pequenas que é muito difícil sentir o pulso.
Prancha ixAplicação clínica
Aferição da pressão arterial

Por que a artéria braquial?

1
Proximidade com o coração — menor influência da gravidade
2
Calibre adequado — transmissão fidedigna da pressão
3
Localização acessível — face medial do braço, palpável na fossa cubital

Técnica passo a passo

Posicionar o esfigmomanômetro no braço.
Palpar o pulso radial com uma mão.
Insuflar até o pulso radial desaparecer — artéria colabada (ex.: 140 mmHg).
Insuflar mais 20–40 mmHg acima (ex.: 160–170 mmHg).
Posicionar o estetoscópio sobre a artéria braquial (fossa cubital).
Desinsuflar lentamente.
Primeiro som = pressão sistólica — fluxo turbilhonar vencendo a resistência do manguito.
Último som = pressão diastólica — artéria totalmente aberta, sem turbilhonamento.
A sistólica é a primeira pressão que consigo vencer, por mais que haja força externa. A diastólica é o último som que escuto.
★ Prova · razão fisiológica

Ausculta-se a braquial para detectar o fluxo turbilhonar (sons de Korotkoff) que ocorre quando a pressão no manguito está entre a sistólica e a diastólica.

⊛ Mnemônico

"Primeiro grita, último cala" — regra definitiva dos sons de Korotkoff.

1ºPrimeiro som = pressão sistólica (artéria começou a abrir) …Entre eles: fluxo turbilhonar (sons de Korotkoff) ØÚltimo som = pressão diastólica (artéria totalmente aberta, fluxo laminar = silêncio)

Por que braquial e não radial? Lembre do trio PCA: Proximidade do coração, Calibre adequado, Acesso fácil (fossa cubital).

Prancha xDrenagem venosa
Veias do membro superior

Sistema venoso superficial

CefálicaLateral — visível em antebraço e braço
BasílicaMedial — perfura a fáscia profunda no braço
Med. cotov.Fossa cubital — conecta cefálica e basílica
Med. antebr.Face anterior — basílica do antebraço
Dorso mãoRede venosa dorsal com intercapitulares/interdigitais

Superficiais ficam fora da fáscia muscular — visíveis à inspeção em muitos pacientes.

Acesso venoso periférico
  • Locais preferenciais: fossa cubital e antebraço
  • Em idosos: dorso da mão pode ser mais acessível (desidratação, menor turgência)
  • Paredes venosas finas → colabam mais que as arteriais
Você é um médico. Vamos saber onde está uma veia para fazer um acesso venoso periférico.

Sistema venoso profundo

Mão
Veias digitais → arcos venosos
Antebraço
Radiais + ulnares
Braço
Braquiais + fusão com basílica
Axila
Veia axilar — cefálica desemboca na porção terminal
Tórax
Veia subclávia
★ Prova

A veia basílica perfura a fáscia do braço e se une à braquial para formar a veia axilar. A cefálica desemboca na porção final da axilar.

⊛ Mnemônico

"Cefálica = Lateral · Basílica = Medial"

Truque: "Basílica do lado do sangue" — "sul" = medial (interno, junto ao coração).
CCefálica · lateral — perfura no triângulo deltopeitoral → junta na terminal da axilar BBasílica · medial — perfura a fáscia do braço no meio → forma a axilar com a braquial MMediana cubital — ponte entre as duas na fossa cubital (acesso venoso clássico)
Prancha xiRede neural do membro
Plexo braquial
Raízes

C5 · C6 · C7 · C8 · T1 — formada pelos ramos ventrais (anteriores) dos nervos espinais.

Passagem: fossa supraclavicular / triângulo posterior do pescoço.

Correção · especificidade

O plexo braquial é formado especificamente pelos ramos ventrais (anteriores) dos nervos espinais de C5 a T1 — não genericamente pelas "raízes".

Organização

raízes → troncos → divisões → fascículos → nervos terminais

⊛ Mnemônico

RTDFN — as 5 etapas do plexo braquial, em ordem proximal → distal.

"Rapazes Tocam Doce Fazendo Nada"
RRaízes (ramos ventrais C5–T1) TTroncos (superior, médio, inferior) DDivisões (anteriores e posteriores) FFascículos (lateral, posterior, medial) NNervos terminais (os 5 do "M")

Troncos: 5+6 / 7 / 8+1 — a aritmética dos níveis cervicais e torácico.

Troncos

Superior
C5 + C6
Médio
C7
Inferior
C8 + T1

Divisões

Fascículos & nervos terminais

Lateral
n. musculocutâneo · contribuição p/ n. mediano · n. peitoral lateral
Posterior
n. axilar · n. radial
Medial
n. ulnar · contribuição p/ n. mediano · n. peitoral medial · n. cut. medial do braço · n. cut. medial do antebraço
★ Prova

O nervo mediano é formado pela união de contribuições dos fascículos lateral e medial — visível nas peças anatômicas.

O mediano é um nervo muito forte, formado pela união de dois fascículos: lateral e medial. Isso sim a gente consegue ver na peça.

Nervo torácico longo

⊛ Mnemônico

"5-6-7 voa ALA" — o torácico longo (C5-6-7) inerva o serrátil; lesão = escápula alada.

"Cinco, seis, sete — se lesiona, a escápula voa"

Associação de carreira médica: cirurgia mamária/axilar (mastectomia, esvaziamento axilar) é a causa iatrogênica mais cobrada. Sempre avaliar força de "empurrar a parede" no pós-operatório.

Prancha xiiPadrões clínicos
Lesões dos nervos do membro

Territórios sensitivos — mão

MedianoPolegar, indicador, médio e metade lat. do 4º — palmar
UlnarMetade med. do 4º e 5º dedo
RadialDorso da mão (parcial)

Padrões motores de lesão

M
Mão de bênção
n. mediano
Dedos 1–3 caem em extensão; perda de flexão dos dedos.
R
Mão caída · wrist drop
n. radial
Perda de extensão do punho e dedos — "punho caído".
U
Mão em garra
n. ulnar
Comprometimento dos dedos 4–5; dificuldade de movimentação — "garra ulnar".
V
Síndrome de Volkmann
n. ulnar · lesão proximal
Comprometimento de toda a região do ulnar.
Lesão do mediano — dedos caem, paciente não consegue mexer muito. Lesão do radial — mão caída.
⊛ Mnemônico

BCG — as três lesões nervosas clássicas da mão (na ordem: mediano → radial → ulnar).

"Bênção, Caída, Garra"
BBênção · n. Mediano — dedos 1–3 em extensão (como quem abençoa) CCaída · n. Radial — wrist drop, punho em flexão GGarra · n. Ulnar — dedos 4–5 em garra

Macete para prova de imagem: "bênção" tem 3 letras em R-E-Z → lembra os 3 primeiros dedos (mediano). "Garra" termina em "ar" como "ul-nar".

⊛ Mnemônico

Regra dos dedos — território sensitivo palmar.

3½Mediano — polegar + indicador + médio + metade lateral do anelar 1½Ulnar — metade medial do anelar + mínimo —Radial — dorso da mão (lateral) + caixa anatômica

Soma: 3½ + 1½ = 5 dedos. O anelar é o divisor — metade mediano, metade ulnar.

Detalhe anatômico

O nervo ulnar é aquele que sentimos quando batemos o cotovelo — o famoso choquinho.

Prancha xiiiTopografia posterior
Espaços topográficos
Espaço quadrangular
Limites
▲ B. inf. do redondo menor
▼ B. sup. do redondo maior
► Colo cirúrgico do úmero
◄ Cab. longa do tríceps
Conteúdo: n. axilar + a. circunflexa post. do úmero
Espaço triangular
Limites
▲ B. inf. do redondo menor
▼ B. sup. do redondo maior
► Cab. longa do tríceps
Conteúdo: a. circunflexa da escápula
★ Prova

O conteúdo do espaço quadrangular é cobrado em prova. Frase da professora: "claramente só cai o conteúdo."

⊛ Mnemônico

"Quadrado tem Axilar" — associação direta pelo som.

QuadQuadrangular → n. axilar + a. circunflexa posterior do úmero TriTriangular → a. circunflexa da escápula (apenas)

Lógica topográfica: o quadrangular é maior (4 lados → mais conteúdo → nervo + artéria); o triangular é menor (3 lados → só artéria). Tanto que ambos compartilham 3 limites; o colo cirúrgico do úmero é o 4º limite exclusivo do quadrangular — daí ser "onde o nervo axilar passa abraçando o colo".

Prancha xivCaso clínico
Cisto sinovial
Apresentação
Paciente28 anos
Queixa"Caroço" há anos, com aumento progressivo
SintomasLeve desconforto, sem dor intensa

Exame físico

Diagnóstico

Cisto sinovial — acúmulo de líquido sinovial que se espessa; etiologia incerta.

Pegadinha

Método popular de "bater com livro" é inadequado: pode piorar a inflamação, gerar mais dor e espalhar o conteúdo.

Conduta correta

Acompanhamento, aspiração ou excisão cirúrgica se houver compressão de estruturas.

Prancha xvSensibilidade segmentar
Dermátomos & sensibilidade

❦
Appendix iVocabulário topográfico
Glossário
Fáscia
Camada de tecido conjuntivo que recobre músculos e os separa em compartimentos.
Retináculo
Espessamento fascial que mantém tendões em posição — funciona como "pulseira".
Parestesia
Sensação anormal (formigamento, "choquinho") por comprometimento nervoso.
Manguito rotador
Conjunto de 4 músculos (supraespinal, infraespinal, subescapular, redondo menor) que estabilizam a articulação glenoumeral.
Plexo braquial
Rede de nervos formada pelos ramos ventrais (anteriores) dos nervos espinais de C5 a T1 — inerva o membro superior.
Fascículo
Feixe de fibras nervosas dentro do plexo braquial (lateral, posterior, medial).
Dermátomo
Área cutânea inervada por um único segmento medular.
Capsulite adesiva
"Ombro congelado" — diagnóstico diferencial de lesão do manguito rotador.
Sons de Korotkoff
Sons produzidos pelo fluxo turbilhonar do sangue durante aferição da PA.
Fluxo turbilhonar
Fluxo sanguíneo turbulento quando a artéria está parcialmente ocluída.
Cisto sinovial
Acúmulo de líquido sinovial formando nódulo, mais comum no dorso do punho.
Colabada
Artéria completamente ocluída/fechada por pressão externa.
Correção · glossário oficial

O glossário oficial da disciplina especifica: plexo braquial = rede formada pelos ramos ventrais (anteriores) de C5 a T1, e não genericamente pelas "raízes".


★
Appendix ii★ pontos-chave
20 pontos para a prova
1
Retináculo dos flexores = ligamento carpal transverso — estrutura-chave na síndrome do túnel do carpo.
2
Membrana costocoracóidea fica entre subclávio e peitoral menor; por ela passa o n. peitoral lateral.
3
Ligamento suspensor da axila = espessamento da fáscia clavipeitoral — mantém a concavidade axilar.
4
Manguito rotador: supraespinal, infraespinal, subescapular, redondo menor.
5
No bíceps, cabeça curta aparenta ser maior que a longa — atentar na identificação em peças.
6
Extensores do antebraço → pensar em n. radial e seus ramos.
7
Flexores do antebraço → maioria pelo n. mediano, exceto flexor ulnar do carpo (ulnar) e porção medial do flexor profundo dos dedos (ulnar).
8
A a. axilar é dividida em 3 porções pelo peitoral menor; cada porção com ramos específicos.
9
A torácica superior (mamária) irriga ~85% da mama — via de metástase pulmonar.
10
Fraturas do úmero proximal podem lesar as circunflexas anterior e posterior — emergência vascular.
11
PA é aferida sobre a artéria braquial — proximidade com o coração + calibre adequado. Primeiro som = sistólica; último som = diastólica.
12
O n. mediano é formado pela união de contribuições dos fascículos lateral e medial.
13
O n. torácico longo (C5-C7) inerva o serrátil anterior; lesão causa escápula alada.
14
Lesão do mediano → mão de bênção; do radial → mão caída; do ulnar → mão em garra.
15
Espaço quadrangular: n. axilar + a. circunflexa posterior do úmero.
16
Espaço triangular: a. circunflexa da escápula.
17
Testes do túnel do carpo: Phalen (flexão sustentada) + Tinel (percussão).
18
A basílica perfura a fáscia do braço e se une à braquial para formar a axilar; a cefálica desemboca na porção terminal da axilar.
19
Cisto sinovial: nódulo dorsal do punho, firme, flutuante, móvel — nunca bater com livro.
20
Os septos intermusculares medial e lateral dividem o braço em compartimentos anterior e posterior.

⚡
Appendix iii⚡ DIJC
Cenários de prova

Diagnóstico · Investigação · Justificativa · Conduta — casos prováveis de cair na avaliação.

Cenário 01 · Parestesia em 1º–3º dedos
Mulher, 48 anos, digitadora, refere formigamento noturno nos três primeiros dedos da mão direita, com melhora ao "sacudir a mão". Quais testes clínicos confirmam o diagnóstico? E qual a anatomia afetada?
RespostaQuadro clássico de síndrome do túnel do carpo. Testes: Phalen (punhos em flexão máxima por 30–60 s → parestesia) e Tinel (percussão sobre o retináculo → choque irradiado). Anatomia: compressão do nervo mediano pelo retináculo dos flexores (ligamento carpal transverso) no teto do túnel do carpo. Conduta inicial = conservadora; avançada = cirurgia de liberação parcial do retináculo.
Cenário 02 · Fratura proximal do úmero
Idoso cai e apresenta fratura da cabeça do úmero. Quais estruturas vasculares estão em risco imediato e por quê?
RespostaAs artérias circunflexas anterior e posterior do úmero, ramos da 3ª porção da artéria axilar, abraçam o colo do úmero e podem ser lacerados na fratura. É complicação vascular grave, levando a risco de necrose avascular da cabeça do úmero. Também avaliar o nervo axilar (adjacente, espaço quadrangular).
Cenário 03 · Escápula alada
Paciente com elevação anormal da borda medial da escápula ao "empurrar a parede". Qual nervo e qual músculo estão comprometidos? Raízes de origem?
RespostaLesão do nervo torácico longo (origem direta das raízes C5, C6 e C7) → paralisia do músculo serrátil anterior (grande dentado), que perde a função de fixar a escápula ao tórax. Resultado: escápula alada. Causas clássicas: cirurgia mamária/axilar, traumas em ombro.
Cenário 04 · "Mão caída"
Trabalhador dormiu com o braço apoiado na cadeira por longas horas e acorda com incapacidade de estender o punho. Qual nervo? Onde foi a lesão e o que ocorre motor/sensitivamente?
RespostaLesão do nervo radial no sulco do nervo radial (úmero) — paralisia dos extensores do antebraço: wrist drop ("mão caída"), com perda de extensão de punho e dedos. Déficit sensitivo: dorso da mão (parcial). Regra de ouro: extensão do antebraço = nervo radial.
Cenário 05 · Espaço quadrangular
Em peça anatômica, identifique o conteúdo do espaço quadrangular e os seus limites.
RespostaConteúdo: nervo axilar + artéria circunflexa posterior do úmero. Limites: sup. = borda inf. do redondo menor; inf. = borda sup. do redondo maior; lat. = colo cirúrgico do úmero; med. = cabeça longa do tríceps braquial. (Compare com o espaço triangular: a. circunflexa da escápula.)
Cenário 06 · Aferição da pressão arterial
Por que a PA é medida na artéria braquial e não na radial? Qual o fundamento fisiológico dos sons auscultados?
RespostaA a. braquial é escolhida por: (1) proximidade com o coração — menor influência gravitacional; (2) calibre adequado — transmite pressão fidedignamente; (3) localização acessível na fossa cubital. Os sons auscultados (Korotkoff) são provocados pelo fluxo turbilhonar da passagem sanguínea através da artéria parcialmente ocluída. Primeiro som = sistólica; último som = diastólica (artéria totalmente aberta).
Cenário 07 · Deficiência de B12... não — de rotulação nervosa
Paciente com anemia falciforme sofre infarto na região cervical C5-C6. Quais nervos terminais do plexo braquial serão afetados preferencialmente?
RespostaAcometimento do tronco superior (C5 + C6) do plexo. Nervos derivados desses ramos serão mais afetados: especialmente o n. musculocutâneo (fascículo lateral) e o n. axilar (fascículo posterior). Também: contribuições para o n. mediano e o n. supraescapular. Clinicamente: paresia de bíceps, deltóide, supraespinal e infraespinal.
Cenário 08 · Acesso venoso difícil
Paciente idoso, desidratado. Não há veias palpáveis na fossa cubital nem no antebraço. Qual é a segunda opção anatômica recomendada e por quê?
RespostaDorso da mão (rede venosa dorsal). No idoso desidratado há menor turgência nos membros, mas as veias do dorso tendem a permanecer mais visíveis/acessíveis. Considerar também: paredes venosas mais finas que as arteriais → colabam com facilidade, exigindo técnica cuidadosa.

⊛
Appendix iv⊛ caixa de mnemônicos
Mnemônicos para a prova

Todos os mnemônicos espalhados pelo documento, reunidos aqui em ordem anatômica para revisão rápida na véspera. Use como checklist: se você consegue recuperar a frase, recupera o conteúdo.

§1 · Fáscias
Camadas do superficial ao profundo
P → G → F "Pegue Gentilmente a Fibra"
Pele (epiderme) → Gordura (tela subcutânea) → Fáscia muscular → músculo.
§1 · Retináculos
As duas "pulseiras" do punho
Pulseira = retináculo
Dorsal → extensores. Palmar → flexores (= ligamento carpal transverso = teto do túnel do carpo).
§2 · Toracoapendiculares ant.
2 Peitorais · 1 Sub · 1 Serra
PM · pm · S · SA
Peitoral Maior (2 nervos: lat. + med.) · peitoral menor (só medial) · Subclávio (n. do subclávio) · Serrátil ant. (n. torácico longo → ⚠ escápula alada).
§3 · Manguito rotador
SIRS — os quatro
SIRS "Sempre Inflamo quando Remo Sem cuidado"
Supraespinal · Infraespinal · Redondo menor · Subescapular. Função: estabilizar a cabeça do úmero na glenoide.
§4 · Braço anterior
BBC — trio do musculocutâneo
BBC
Bíceps braquial · Braquial · Coracobraquial — todos pelo n. musculocutâneo, que perfura o coracobraquial (crachá do nervo).
§4 · Plexo → Terminais
Regra dos "M" — os 5 nervos
M · A · R · M · U "Matar Assassinos Requer Muita União"
Musculocutâneo · Axilar · Radial · Mediano · Ulnar. Desenhe-os na peça → formam um "M" estilizado sobre a axila.
§5 · Antebraço ant. superficial
5 músculos · lat → med
P · F · P · F · F "Passei, Fiz, Prova, Flutuando, Feliz"
Pronador redondo · Flexor radial do carpo · Palmar longo · Flexor superficial dos dedos · Flexor ulnar do carpo. Todos pelo mediano, exceto o último (ulnar).
§5 · Antebraço ant. profundo
FFP — os três profundos
FFP
Flexor profundo dos dedos · Flexor longo do polegar · Pronador quadrado. Todos pelo n. interósseo anterior (ramo do mediano) — ⚠ exceto metade medial do flexor profundo (ulnar).
§6 · Túnel do carpo
"9+1" — conteúdo do túnel
4 + 4 + 1 + 1
4 t. flexor superficial + 4 t. flexor profundo + 1 t. flexor longo do polegar + 1 nervo mediano. Fora do túnel: palmar longo, n. ulnar (Guyon), a. ulnar.
§6 · Testes clínicos
Phalen Prende · Tinel Toca
PT
Phalen → flexão sustentada 30–60 s. Tinel → percussão sobre o retináculo. Ambos positivos = parestesia no território do mediano.
§8 · Artéria axilar
Regra 1–2–3
1 · 2 · 3 = 6 ramos
1ª porção = 1 ramo (torácica sup.) · 2ª = 2 ramos (toracoacromial + torácica lat.) · 3ª = 3 ramos (subescapular + circunflexas ant. e post.). Emergência vascular nas fraturas do úmero.
§9 · Pressão arterial
"Primeiro grita, último cala"
1º = sistólica · Ø = diastólica
Por que braquial? Trio PCA: Proximidade do coração · Calibre adequado · Acesso na fossa cubital. Sons de Korotkoff = fluxo turbilhonar.
§10 · Veias superficiais
Cefálica = Lateral
C-L · B-M
Cefálica na Lateral (termina na axilar) · Basílica na Medial (perfura a fáscia, forma a axilar com a braquial) · mediana cubital = ponte entre as duas.
§11 · Plexo braquial
RTDFN — as 5 etapas
R · T · D · F · N "Rapazes Tocam Doce Fazendo Nada"
Raízes (C5–T1, ramos ventrais) → Troncos (5+6 / 7 / 8+1) → Divisões (ant. e post.) → Fascículos (lat., post., med.) → Nervos terminais.
§11 · Nervo torácico longo
5-6-7 voa ALA
C5-C6-C7
Raízes diretas de C5+C6+C7 → serrátil anterior. Lesão = escápula alada. Causa iatrogênica clássica: cirurgia mamária/axilar (mastectomia).
§12 · Lesões nervosas
BCG — a tríade clássica
B · C · G "Bênção, Caída, Garra"
Bênção (n. Mediano — 3 primeiros dedos em extensão) · Caída (n. Radial — wrist drop) · Garra (n. Ulnar — dedos 4-5 em garra).
§12 · Sensibilidade palmar
3½ + 1½ = 5 dedos
M = 3½ · U = 1½
Mediano: polegar + indicador + médio + metade lateral do anelar. Ulnar: metade medial do anelar + mínimo. Radial: dorso da mão (territorio dorsal).
§13 · Espaços topográficos
"Quadrado tem Axilar"
Quad → Ax · Tri → Esc
Quadrangular = n. axilar + a. circunflexa post. do úmero (4 lados = mais conteúdo). Triangular = a. circunflexa da escápula (só ela).
⊛ meta-dica

Como usar esta caixa: na véspera, leia só as frases em itálico (mnem-phrase). Se conseguir recuperar o conteúdo sem olhar, está pronto. Se travar em uma, volte à seção correspondente — o sistema de referências (§) aponta onde cada mnemônico foi ancorado com exemplos e imagens clínicas.