Ficha de prova com sangue de bisturi e sotaque de atlas. Tudo o que a monitoria fixou — descobrir onde é direita, onde é esquerda, identificar átrios pelas aurículas, ler a teia coronária e diferenciar pulmões no escuro — destilado para a peça que a banca vai colocar na sua frente.
O coração bombeia sangue. A forma anatômica fisiológica é de funil, e essa geometria é o que torna a ejeção eficiente. Quando o funil vira balão, o débito cai.
Na insuficiência cardíaca o coração perde a forma de funil e fica balonizado. Esse achado morfológico cai como reconhecimento visual e como conceito do 5º período.
O coração fica deitado sobre o diafragma, com a ponta — o ápice cardíaco — apoiada logo abaixo do mamilo esquerdo.
Além das três faces externas, o material da disciplina destaca a Base do coração — que corresponde à face posterior. Em prova de identificação cardíaca, pense em 3 faces + base = 4 referências.
A artéria descendente anterior — nomenclatura oficial da disciplina: ramo interventricular anterior — é a referência fundamental de orientação anatômica do coração. Está na face esternocostal e separa os ventrículos.
A hipertrofia do VE é uma resposta de carga: ele precisa gerar pressão suficiente para superar a pressão diastólica da aorta e impulsionar sangue por toda a circulação sistêmica. O VD, com circuito de baixa pressão, dispensa parede grossa.
A forma mais segura de identificar átrio é olhar primeiro a aurícula (apêndice externo). Onde ela estiver, ali é o átrio do mesmo lado.
O átrio direito é maior que o esquerdo, porque recebe todo o retorno venoso sistêmico do corpo. "Faz sentido a direita ser maior porque ela recebe todo o sangue que vem do corpo."
Desembocam no átrio esquerdo. Em pulmões isolados é possível diferenciar lado D / E; no coração isolado, marcação genérica costuma ser aceita.
As duas coronárias nascem da aorta, logo acima da valva aórtica. A coronária esquerda forma um tronco muito curto ("é só um pouquinho") antes de se bifurcar.
O ramo interventricular posterior orienta a face posterior do coração — exatamente como a descendente anterior orienta a face anterior. À esquerda dele = VE; à direita = VD.
Para marcar veias do coração a referência muda: deixe o ramo interventricular anterior e ancore tudo no seio coronário. Ele fica entre átrios e ventrículos, na face posterior.
O material oficial da disciplina não descreve "veia anterior do ventrículo esquerdo" drenando no seio coronário. A drenagem da face anterior do VE é feita primariamente pela própria veia cardíaca magna.
As "veias anteriores do ventrículo direito" também existem — mas drenam diretamente no átrio direito, não no seio.
Essa cadeia é o que impede o refluxo de sangue do ventrículo para o átrio durante a sístole.
Quando a peça vem em posição confusa, a manobra é olhar a porção mais grossa do pulmão para se orientar e, em seguida, identificar a face diafragmática (a base inferior que repousa sobre o diafragma) para posicionar a peça em pé.
Face diafragmática = face inferior do pulmão, a base que repousa sobre o diafragma. Não confundir com "porção mais espessa posterior" — essa porção corresponde à margem posterior / parte posterior da face costal, não à face diafragmática.
O atlas oficial destaca que a fissura horizontal do pulmão direito é frequentemente incompleta. Cuidado com afirmações categóricas do tipo "contínua".
É o "norte" da face esternocostal. Define E (esquerda) e D (direita).
Aurícula esquerda → AE; aurícula direita → AD. AD é maior, recebe o retorno sistêmico.
Tronco pulmonar à frente, Aorta no meio, Veia cava atrás.
Face posterior. Magna, parva, interventricular posterior, ventricular esq. posterior, oblíqua do AE → seio → AD.
Posicione em pé, conte lobos. Se houver língula e incisura → esquerdo.