Ficha de revisão construída a partir do corpus de provas antigas da disciplina (PDF "TUDO topo U3"), reforçada por OCR das páginas escaneadas. O que está aqui é o que repetidamente cai — Calot, Winslow, sistema porta, diafragma pélvico, ECM e parótida/facial — organizado em trilhas, cards e checklist final.
O pdftotext falhou em 1–7, 51, 72–76, 105 e 113. O OCR confirmou que essas páginas guardam prova discursiva real do Prof. Ferreira (2006), prova objetiva do Rosendo (2024.2) e bate-bola complementar — então os achados abaixo sobem de peso em relação ao corpus textual cru.
Calot · Winslow · bolsa omental · sistema porta · pelve retraída · diafragma pélvico em obstetrícia · ECM músculo-chave · parótida/nervo facial apareceram como prova escaneada, não como resumo. Pontuais que só o OCR revelou: artéria meníngea média = ramo da maxilar, prega umbilical mediana = resquício do úraco, nervo acessório lesável no trígono lateral/posterior, e ligamento gastrocólico como porta de acesso à bolsa omental.
Calot, Winslow, bolsa omental, sistema porta, diafragma pélvico, pescoço sobem de prioridade porque vêm de prova escaneada real — não de resumo do aluno.
5 músculos: 3 planos (oblíquo ext./int., transverso) + 2 verticais (reto, piramidal). Camadas: pele → Camper → Scarpa → fáscias musculares → fáscia transversalis → gordura extraperitoneal → peritônio parietal.
Saber dois cortes: acima da linha arqueada (folheto post. envolve) e abaixo (toda aponeurose passa à frente; reto repousa direto sobre fáscia transversalis). Definir linha alba, linha semilunar / de Spigel e linha arqueada.
Limites (ant./post./teto/assoalho), anéis profundo e superficial, fibras intercrurais. Conteúdo: ♂ funículo + ilioinguinal · ♀ ligamento redondo + ilioinguinal.
Direta = medial aos vasos epigástricos inf. (passa pelo trígono de Hesselbach). Indireta = lateral, atravessa todo o canal, sai pelo anel superficial, vai ao escroto. Cuidado: indireta não protrui por Hesselbach.
V. porta = mesentérica superior + esplênica. Tributárias: gástricas, cística, paraumbilicais. 4 anastomoses porto-cavas: esofágica, retal, paraumbilical, retroperitoneal/cólica.
Hipertensão porta → varizes esofágicas, hemorroidas, cabeça de medusa. Cockett/May-Thurner: a. ilíaca comum D comprime v. ilíaca comum E. Quebra-nozes: v. renal E entre aorta e AMS → hematúria + varicocele E + dor pélvica.
Aorta abdominal: tronco celíaco (gástrica E, hepática comum, esplênica), AMS, AMI + pares suprarrenais, renais e gonadais. Estômago = 6 artérias (gástricas D/E, gastro-omentais D/E, gástricas curtas/posteriores).
Trígono de Calot: ducto cístico + ducto hepático comum + artéria cística. Bile/pâncreas → ampola de Vater (papila duodenal maior); ducto pancreático principal = Wirsung. Ligamento de Treitz = m. suspensor do duodeno (flexura duodenojejunal). Arcada de Riolan = cólica média ↔ cólica esquerda.
Forame de Winslow comunica saco maior ↔ menor. Limites: ant. lig. hepatoduodenal · post. VCI · sup. lobo caudado · inf. 1ª porção do duodeno.
Acesso cirúrgico clássico à bolsa omental: pelo ligamento gastrocólico (achado destacado no OCR — Rosendo cobra). Pregas umbilicais internas: mediana = úraco, mediais = aa. umbilicais obliteradas, laterais = vasos epigástricos inf.
Pelve maior = entre as fossas ilíacas, acima da linha terminal; pelve menor = abaixo, entre promontório sacral e sínfise, contém reprodutores e porções terminais urinária/digestória.
Pelve retraída (achado OCR — prova discursiva): diâmetros pélvicos reduzidos com risco obstétrico — cabeça fetal não vence o estreito; é definição obstétrico-anatômica curta de prova.
♂ 2 ilíacas internas + retal superior + sacral mediana. ♀ acrescenta 2 ovaricas. Sacral mediana = ramo terminal da aorta.
Ilíaca interna · divisão anterior: obturatória, umbilical, vesical sup., vesical inf./vaginal,
retal média, pudenda interna, glútea inferior.
Divisão posterior: glútea superior, sacral lateral, iliolombar.
Vesical inferior ♂ = vaginal ♀. Artéria do ducto deferente ♂ = uterina ♀. Em histerectomia, risco maior é ureter e vasos uterinos — "água sob a ponte".
Espaço de Retzius = retropúbico, entre sínfise púbica e bexiga (corredor cirúrgico). Fundo de saco de Douglas = recesso retouterino mais baixo da cavidade peritoneal feminina.
Levantador do ânus (puborretal + pubococcígeo + iliococcígeo) + coccígeo. Suporte das vísceras pélvicas, continência e canal de passagem do parto; relaxa para deixar a apresentação descer e mantém o tônus do assoalho.
Hiato urogenital = ponto frágil; lesões obstétricas afetam continência e estática pélvica. Achado OCR (prova discursiva Ferreira): "importância do diafragma pélvico em obstetrícia" — resposta vinculada a suporte + canal de parto + continência.
Períneo dividido por linha biisquiática em triângulo urogenital (ant.) e anal (post.). Fáscia de Colles = continuação da Scarpa no períneo superficial.
Canal do pudendo (Alcock) = desdobramento da fáscia do obturador interno; conduz o n. pudendo + vasos pudendos internos. Músculos: transverso superficial, isquiocavernoso, bulboesponjoso.
Fáscia superficial (TCSC + platisma) e cervical profunda com 3 lâminas: investimento/superficial (trapézio + ECM), pré-traqueal e pré-vertebral.
Bainha carotídea = junção das 3 lâminas profundas; contém carótida comum/interna + jugular interna + n. vago + linfonodos.
O esternocleidomastoideo divide o pescoço em trígono anterior (entre linha mediana, mandíbula e ECM) e trígono posterior/lateral (entre ECM, clavícula e trapézio). Por isso é o "músculo-chave" — referência topográfica de toda a região.
Achado OCR (prova discursiva Ferreira): "por que o ECM é chamado de músculo chave do pescoço?". Resposta: organiza/orienta todas as regiões cervicais e é marco palpável de acesso.
Trígonos anteriores: submandibular, submentual, carotídeo, muscular. Trígono posterior/lateral: ocupado, em parte, pelo trígono omoclavicular/supraclavicular — ponto de acesso à jugular interna e à subclávia.
Pegadinha OCR: em qual trígono o n. acessório pode ser lesado em ato cirúrgico? → trígono lateral/posterior, pois cruza-o superficialmente após sair pelo bordo do ECM.
Ramos clássicos da carótida externa: tireóidea sup., lingual, facial, faríngea ascendente, occipital, auricular posterior, temporal superficial e maxilar (terminais).
Pegadinha OCR: a artéria meníngea média é ramo da artéria maxilar — não da carótida interna nem do tronco celíaco (alternativas comuns).
Na cirurgia de parótida, a preocupação anatômica principal é o n. facial (VII) e seus ramos intraparotídeos — lesão causa paralisia facial periférica.
Dentro da parótida convivem ainda v. retromandibular, a. carótida externa e linfonodos — mas a resposta de prova é sempre o facial.
Supra-hioideos: digástrico, estilo-hioideo, milo-hioideo, gênio-hioideo. Infra-hioideos: esterno-hioideo, esterno-tireóideo, tireo-hioideo, omo-hioideo.
Pegadinha OCR: "não é infra-hioideo" → digástrico (é supra). Camadas da traqueostomia: pele → TCSC/platisma → fáscia superficial → linha alba cervical entre infra-hioideos → fáscia pré-traqueal → istmo tireoidiano (afastar/seccionar) → traqueia.
Q1. Mostre, em corte transverso, a formação da bainha do reto abaixo da linha arqueada.
Q2. Qual a importância médico-cirúrgica do forame de Winslow?
Q3. Conceitue bolsa omental menor.
Q4. Dê os limites do trígono de Calot.
Q5. Conceitue sistema portal e cite as 4 anastomoses porto-cavas naturais.
Q6. Conceitue, sucintamente, pelve retraída.
Q7. Qual a importância do diafragma pélvico em obstetrícia?
Q8. Por que o ECM é chamado de músculo-chave do pescoço?
Q9. Anatomicamente, o que mais preocupa o cirurgião na cirurgia de parótida?
Q10. A prega umbilical mediana, na face interna da parede abdominal, representa:
Q11. De qual vaso se origina a artéria meníngea média?
Q12. Em que trígono o nervo acessório pode ser lesado em ato cirúrgico?
Q13. O espaço entre fáscia transversalis e peritônio parietal é o:
Q14. Artérias que entram na pelve menor da mulher:
Q15. Vaso homólogo feminino da artéria vesical inferior:
ducto colédoco — não entra no trígono. Compõem: ducto cístico + ducto hepático comum + artéria cística.
v. retal inferior — drena para a v. ilíaca interna (sistêmica). Entram no porta: v. retal superior, v. esplênica, v. gástrica esquerda, mesentéricas, paraumbilicais.
dor gonadal crônica — pertence à síndrome do quebra-nozes. Estão presentes: cabeça de medusa, hemorroidas, varizes esofágicas.
edema em MID — Cockett afeta o MIE (a. ilíaca comum D comprime v. ilíaca comum E). Sintomas: dores em MIE, perna pesada, varizes à esquerda.
a. cólica esquerda — é da AMI. São da AMS: cólica média, cólica direita, ileocólica, apendicular, jejunais/ileais, pancreaticoduodenais inf.
protrui pelo trígono de Hesselbach — isso é da direta. A indireta: lateral aos vasos epigástricos inf., atravessa todo o canal, sai pelo anel superficial, entra no escroto.
parede anterolateral do canal inguinal — pontos frágeis são: cicatriz umbilical, linha alba, parede posterior do canal inguinal, trígono de Hesselbach, trígono de Petit.
digástrico — é supra-hioideo. Infra: omo-hioideo, esterno-hioideo, esterno-tireóideo, tireo-hioideo.
refluxo de bile para o estômago — não é complicação típica. Esperadas: icterícia obstrutiva, pancreatite, colangite, prurido.
cabeça de medusa — é achado da hipertensão porta no adulto. Pertencem ao feto: forame oval (CIA fisiológica), ducto arterioso (comunicação aorto-pulmonar), v. umbilical com sangue arterializado.
esvaziar o conteúdo do intestino e reduzi-lo cuidadosamente. seccionar o lig. hepatoduodenal — é o limite anterior do forame e contém porta + a. hepática + colédoco; jamais seccionar.
5 — três planos (oblíquo ext., oblíquo int., transverso) + dois verticais (reto, piramidal).
Se a alternativa mistura Calot com colédoco, Cockett com MID, indireta com Hesselbach ou meníngea média com carótida interna — é pegadinha.
Atalho: antes de marcar, conferir lado do vaso, posição em relação aos epigástricos, origem do ramo e se a estrutura é fetal ou do adulto.